Sinto-me congelar em palavras, em olhos, em versões, sem mais nem menos, sem qualquer explicação, sem qualquer motivo em vão. Sinto-me sozinha, abandonada, com medo, talvez isso passe, o que sempre dizem, mas para e de simples frases clichês, prefiro atitudes, prefiro ações, uniões, razões, emoções. Dentro de mim um barulho grita alto dentro de mim, falando que talvez isso nunca terá um fim, mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião, então, sigo em frente sem pensar nas quais e com quem estão, prefiro viver cada segundo congelando-me com minhas verdades, do que viver o inverso com minhas mentiras, não existem, duplicam-se em segundos, fazem-se dobrar-se, à quem mente, minha pena, à quem fala a verdade, meu vento, minhas palavras, meu ar. À quem as congela em simples atos ou palavras, meu eu próprio em cada um. Cada sonho que vivemos é cada vida que existimos, cada sonho completado, é como se cada vida ali fosse começada ou enfim, por fim, com seu fim, acabada, mas ali está, somente está um gelo dentro de si.
Dias de verão e noites de inverno
A cidade as vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito
A cidade as vezes é o inferno
Criei então um universo
Onde tudo era perfeito
Depois da meia noite- Capital inicial

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